Cidade DIAS MELHORES PARA A SAÚDE

21/09/2017 às 11:57

Autor: Amaury Dantas
Fonte: Assessoria de Comunicação

Num momento em que o país todo assiste as denúncias e o desdobramento da Operação Lava Jato, e as irregularidades ocorridas entre os setores público e privado envolvendo gravíssimos casos de corrupção, os investimentos que seriam essenciais para adequar e modernizar a rede pública, foram mínimos, racionados e alocados segundo critérios muitas vezes não estratégicos. A construção de Unidades novas e o sucateamento das tradicionais justifica-se antes pela lógica das necessidades das empreiteiras e das inaugurações político-partidárias do que pela própria saúde propriamente dita.

Apesar do atual cenário de degradação do SUS, a crise não é consequência da falta de investimentos nos último anos, ao contrário, a crise do SUS, encontra suas raízes já na aprovação do SUS na Constituição, de modo que, desde aquela época, nunca houve planejamento para o desenvolvimento deste sistema. Os males do subfinanciamento do SUS estão em um sistema tributário injusto e complexo, na necessidade de se rever a distribuição de competências entre estados, municípios e União, após a Constituição de 1988 e na “Lógica Financista” que pauta os investimentos do país. Soma-se a isso, o fato de o Brasil ser o único país com o sistema universal de saúde em que o gasto privado é maior que o público. As conclusões partem do olhar de economistas e sanitaristas, que vêm buscando analisar, em estudos, artigos na imprensa e participação em seminários, onde está o nó da falta de recursos do sistema de saúde brasileiro. O alijamento de parlamentares de conduta duvidosa, tem um efeito e significado devastador nessa claudicância endêmica da saúde pública estabelecida no país. Contudo, as boas ações realizadas por parte da maioria de agentes públicos conscientes, e comprometidos com seus deveres e funções, ainda perduram, apesar de algumas falhas, pela lentidão ou pela falta de preocupação de alguns agentes aquém dos deveres e funções do bom e correto atendimento de cada cidadão.

A exemplo desta introdução, que não haveria de existir caso os acontecimentos não fossem tão evidentes, pontua-se a retomada da instalação do novo Banco de Sangue em Mirassol D’Oeste, uma conquista onde foi necessário esperar por 3 longos anos para a liberação dos recursos. Após a última visita em 18 de Setembro de 2014 pela Vigilância da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso, onde na ocasião foi listada uma série de pendências existentes na unidade do Banco de Sangue no município, a contar da inexistência da Planta Baixa devidamente aprovada, de profissionais médicos, responsáveis técnicos atuando efetivamente, sendo que, neste caso a agilidade foi providenciada com vinda da Dra. Maria Cláudia Perezi Sagionetti. Num momento posterior, mais precisamente em Setembro de 2017, e regulamentado os itens portanto, o setor responsável pelo Banco de Sangue contemplou o município com um montante no valor de R$ 250.000,00 para a reforma da unidade municipal, de maneira que, apenas dois municípios do Estado de Mato Grosso receberam estes recursos.

Junto a esta lista de recursos em tramitação, através de emendas parlamentares, pontuamos a aquisição de equipamentos e material permanente, na ordem de R$ 149.910,00 para a Unidade de Saúde da Família MÓDULO 1 (U.B.S. Jardim São Paulo); Aquisição de equipamentos e material permanente para a Unidade de Atenção em Saúde, na ordem de R$ 299.950,00; Aquisição de R$ 250.000,00 para a troca do telhado do prédio do Hospital Samuel Greve HSG, que vive um momento extremamente delicado, justamente em função de um desencadeamento de nocivos danos causados pelas falhas ocorridas a exemplo do subfinanciamento do SUS, a Lógica Financista em vigor, citados no início desta matéria.

O funcionamento da Fundação Municipal HSG para suprir a relação da dependência que a saúde pública municipal e regional requer, é fundamentalmente importante para o atendimento de uma gama de 3000 pessoas/mês, salientou Hector Alvarez, atual Diretor da referida Fundação, que sem o aporte financeiro necessário para tocar a entidade, sinaliza um horizonte de incertezas, se providências cabíveis não forem tomadas a tempo. A criação da Fundação Municipal HSG se deu na Administração 2013/2016, isto é, 41 anos depois da emancipação política e administrativa do município. A Secretária Municipal de Saúde, Sandra Horn, vem monitorando a situação de perto, e segundo ela, se faz necessário a contra partida do Estado para normatizar a situação no setor, haja vista o município encontrar-se inviabilizado economicamente em função de todas estas incertezas que permeiam o país.

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