Cidade NOVAS TECNOLOGIAS PARA O AGRO NEGÓCIO NA REGIÃO SUDOESTE DO ESTADO DE MATO GROSSO

01/08/2017 às 14:43

Autor: ASSECOM MDO / Ascom FAMATO

Objetivando o compartilhamento de inovações tecnológicas desenvolvidas através de pesquisas da Embrapa Pantanal, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso –FAMATO junto ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar/MT, com o apoio do Sindicato Rural de Mirassol D’Oeste. Iniciaram a partir do dia 31 de Julho de 2017 na Câmara Municipal de Mirassol D’Oeste, um ciclo de palestras intitulado “Bioma Pantanal”, oferecendo uma variedade de temas inerentes à pecuária pantaneira e região Vale do Jauru.

Estiveram presentes, Marinez Campos Prefeita Interina; José Ferreira Soares Secretário Municipal de Desenvolvimento Sustentável; Vereadora Marli Andromede; Vereador João Galinha; Francisco Ferreira da Silva Pres. do Sindicato Rural de Mirassol D’Oeste; Geremias Leite Pres. do Sindicato Rural de Cáceres; Amarildo Merotti Vice Pres. da Acrimat; Thiago Moraes Analista de Pecuária da FAMATO e demais produtores rurais, pecuaristas e representantes de setores ligados ao tema.

A palestra iniciou com a fala de Marcos Coelho de Carvalho analista de pecuária da FAMATO, principal entidade de parceria consolidada com a Embrapa Pantanal, onde este relacionamento certamente trará grandes benefícios para o bioma Pantanal e região Vale do Jauru, motivado por eventos como este. O objetivo de estarmos aqui é transmitir conhecimento e capitanear as necessidades de cada município pantaneiro e assim aumentarmos nossa carteira de projetos e parcerias”, disse o chefe-geral da Embrapa Pantanal José Antônio Ferreira de Lara.    

Entre os temas abordados estavam as características do Pantanal, tecnologias geradas em benefício da pecuária, manejo de pastagens nativas e cultivadas, desenvolvimento sustentável da pecuária, enfermidades de equídeos e possíveis soluções e o projeto Fazenda Pantaneira Sustentável (FPS).

A pesquisadora Sandra Aparecida Santos provocou os produtores dos dois municípios para refletir como saber se uma fazenda produz de forma sustentável e o que fazer para que ela produza sem deixar de ser sustentável. 

Na ocasião, Sandra apresentou o projeto desenvolvido pela Embrapa Pantanal que ajuda o produtor rural a responder esses questionamentos de sustentabilidade. A FPS é considerada pela unidade de pesquisa como uma ferramenta que avalia os processos produtivos da pecuária de corte para conhecer o nível de sustentabilidade das propriedades, tanto nos diferentes aspectos que envolvem o sistema de produção como a fazenda como um todo.

Para a pesquisadora, a sustentabilidade de uma propriedade rural está no ponto de equilíbrio entre os aspectos do sistema produtivo, as dimensões econômicas, social e ambiental. “Esses indicadores são fatores determinantes para conhecer o grau de sustentabilidade da fazenda”, destacou Sandra.

A palestra com o pesquisador José Anibal Comastri Filho foi focada na pecuária sustentável praticada na região pantaneira. Para Comastri, o Pantanal deveria servir de exemplo para outros biomas e até para outros países.

A veterinária e pesquisadora Márcia Furlan falou sobre doenças graves que estão colocando em risco a vida dos cavalos do Pantanal como, por exemplo, a Anemia Infecciosa Equina (AIE). A veterinária mostrou como a doença afeta os animais e os prejuízos causados aos criadores. A AIE, como é conhecida, é uma doença que o agente é o vírus que acomete somente equídeos e a transmissão se dá pelo sangue.

Durantes as palestras também foram debatidos assuntos de legislação ambiental como o novo sistema adotado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (Simcar), Autorização Provisória de Funcionamento de Atividade Rural (APF), Imposto Sobre a Propriedade Rural (ITR) e outros.

O analista de pecuária da Famato Marcos de Carvalho fez uma apresentação sobre o Sistema Sindical, falou das atribuições das entidades que compõem o Sistema Famato e apresentou a 3ª edição do Prêmio Sistema Famato em Campo. Segundo Carvalho, o concurso está em busca de soluções criativas para o campo e produtores que tenham criado ou adaptado alguma inovação para melhorar a produção na fazenda.

Em Mirassol D’Oeste, a principal reivindicação foi a realização de palestras e pesquisas voltadas para a Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Já em Cáceres foi a implantação de uma unidade de pesquisas da Embrapa.

Para o presidente do sindicato de Mirassol Francisco Ferreira da Silva, a ILP na região vai possibilitar a diversificação da produção, proporcionando a eficiência na produção, renda do produtor rural e preservação do meio ambiente.

Jeremias Pereira Leite, presidente do Sindicato Rural de Cáceres, disse que a implantação de uma unidade de pesquisas da Embrapa na cidade deixou de ser uma vontade e passou a ser uma necessidade, já que a cidade está no coração do Pantanal mato-grossense.

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